
A defesa de Lulinha pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Corregedoria da Polícia Federal (PF) a abertura de apurações sobre um suposto vazamento de informações sigilosas do inquérito da Farra do INSS, que envolve o filho do presidente Lula (PT).
Os advogados afirmam, em duas petições apresentadas ontem (02), que dados obtidos a partir de quebras de sigilo telemático de investigados teriam sido compartilhados de forma irregular e passaram a circular fora do processo.
A defesa aponta uma reportagem do colunista Thomas Traumann, do jornal O Globo, publicada em 21 de julho, segundo a qual a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência divulgará áudios de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, amiga dele.
“O objetivo político dos vazamentos tornou-se irrefutável, uma vez que os dados telemáticos teriam sido entregues à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e oponente direto do genitor do peticionário, que estaria avaliando o melhor momento para aproveitar politicamente a divulgação”, escreveu a defesa de Lulinha.
No pedido encaminhado ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, os advogados solicitam que a pasta acompanhe o caso e exerça sua função de supervisão sobre a PF. A defesa afirma que pode ter ocorrido uma falha institucional na guarda de provas sigilosas.
À Corregedoria da PF, os representantes de Lulinha pediram a abertura de um processo administrativo disciplinar para identificar eventuais responsáveis pelo acesso, extração, cópia ou compartilhamento indevido dos dados.
A defesa também solicitou a preservação dos registros de acesso aos arquivos, a identificação dos agentes que tiveram contato com o material e, caso sejam apontados suspeitos, a realização de buscas e apreensões para recolher provas.
As medidas foram apresentadas após a defesa de Luchsinger protocolar pedidos semelhantes às autoridades, com solicitação de investigação sobre a origem dos vazamentos e eventual responsabilização dos envolvidos.



