Com 48,9%, ACM Neto pode vencer já no 1º turno na Bahia

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ACM Neto, candidato ao governo da Bahia – (Foto: @acmneto/Reprodução).

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03043/2026, aponta o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) na liderança da corrida pelo governo da Bahia nas eleições de outubro de 2026. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece em segundo lugar.

Na pergunta espontânea (sem apresentação de nomes), ACM Neto tem 31,2% das menções, seguido por Jerônimo Rodrigues com 22,9%. A taxa de indecisos é alta: 39,1% não souberam ou não opinaram, enquanto 5,1% disseram “ninguém”, branco ou nulo.

No cenário estimulado (com nomes apresentados), ACM Neto amplia a vantagem e chega a 48,9%, contra 38,7% de Jerônimo, sinalizando possível vitória já no primeiro turno. Brancos/nulos somam 7% e indecisos, 4,4%. Outros nomes (Ronaldo Mansur, Aroldo Félix e José Estêvão) ficam abaixo de 1%.

Em um segundo cenário, restrito aos dois principais candidatos, ACM Neto atinge 50,9% e Jerônimo, 40%. A vantagem do oposicionista se mantém estável em relação a pesquisas anteriores do mesmo instituto (maio e julho de 2026).

Rejeição favorece ACM Neto

No cenário para governador, Jerônimo Rodrigues lidera a rejeição com 41,0%, bem acima de ACM Neto (28,2%). A diferença de quase 13 pontos percentuais é relevante e favorece o oposicionista.

  • Candidatos secundários (Ronaldo Mansur 14,4%, Aroldo Félix 13,6% e José Estêvão 12,0%) apresentam rejeição moderada, típica de nomes menos conhecidos.
  • 10,9% não souberam opinar e 8,6% disseram que poderiam votar em todos.

Principais padrões demográficos:

  • Gênero: Homens rejeitam mais Jerônimo (44,3%) do que mulheres (38,1%). ACM Neto tem rejeição semelhante entre os sexos (29,3% homens e 27,3% mulheres).
  • Idade: A rejeição a Jerônimo é mais alta nas faixas intermediárias (45,6% entre 25-34 anos e 46,0% entre 35-44 anos). Já entre os mais velhos (60+), a rejeição a ACM Neto sobe para 34,9%, enquanto a de Jerônimo cai para 32,9% — único grupo em que os dois se aproximam.
  • Escolaridade: Jerônimo tem maior rejeição entre os de ensino superior (45,5%). ACM Neto sofre mais rejeição entre os de ensino fundamental (31,7%).
  • Ocupação: Entre a População Economicamente Ativa (PEA), a rejeição a Jerônimo chega a 45,2%, contra 27,0% de ACM Neto. Fora da PEA, a diferença diminui (34,0% x 30,3%).
  • Participação religiosa: Quem frequentou celebração religiosa nos últimos 10 dias rejeita um pouco mais Jerônimo (42,4%) do que quem não frequentou (39,6%).

A rejeição elevada de Jerônimo limita sua capacidade de crescimento e reforça a vantagem de ACM Neto, especialmente entre eleitores economicamente ativos e de maior escolaridade. ACM Neto, apesar de liderar as intenções de voto, ainda precisa reduzir sua rejeição entre os mais idosos e os de menor escolaridade para consolidar uma eventual vitória em primeiro turno.

Senado

Para o Senado (em que o eleitor pode indicar até dois nomes), a pesquisa espontânea mostra elevada indecisão: 73,7% não souberam ou não opinaram. Rui Costa aparece com 8,4%, Jaques Wagner com 6,4%, João Roma com 4,6% e Angelo Coronel com 2,9%.

No cenário estimulado, Rui Costa lidera com 44,6% das menções, seguido por Jaques Wagner (35,1%), João Roma (24,1%) e Angelo Coronel (21,9%). Outros candidatos ficam abaixo de 7%. Em relação à pesquisa de julho, Rui Costa recuou de 50,6% para 44,6%, enquanto Jaques Wagner caiu de 36,7% para 35,1%.

Na rejeição, Jaques Wagner tem o maior índice (34,1%), seguido por Rui Costa (23,1%), Angelo Coronel (20,9%) e João Roma (19,4%).

Senado: Jaques Wagner lidera a rejeiçãoNo Senado (até duas menções), Jaques Wagner aparece com a maior rejeição (34,1%), seguido por Rui Costa (23,1%), Angelo Coronel (20,9%) e João Roma (19,4%). Os demais candidatos ficam na casa de um dígito (entre 8% e 10%).Principais padrões demográficos:

  • Gênero: Homens rejeitam um pouco mais Wagner (35,2%) e Rui Costa (25,8%). Mulheres têm rejeição ligeiramente menor aos dois.
  • Idade: A rejeição a Wagner cresce com a idade (atinge 37,7% entre os 60+). Já Rui Costa tem rejeição mais estável, com pico entre 25-34 e 45-59 anos.
  • Escolaridade: Wagner sofre mais entre os de ensino superior (39,1%). Rui Costa tem rejeição relativamente equilibrada.
  • Ocupação: Diferenças discretas, mas a PEA rejeita um pouco mais Rui Costa (24,7%) do que a não PEA (20,5%).
  • Participação religiosa: Pouca variação significativa.

Apesar de Rui Costa liderar as intenções de voto (44,6%), a rejeição de Wagner (34,1%) é o principal obstáculo para o grupo petista consolidar as duas vagas. João Roma e Angelo Coronel, com rejeições mais baixas (próximas de 20%), têm potencial de crescimento caso consigam polarizar ou se posicionar como alternativas de oposição. A alta rejeição de Wagner pode abrir espaço para que um terceiro nome dispute a segunda vaga com mais força.

Os dados de rejeição, combinados com as intenções de voto, mostram um cenário favorável a ACM Neto no governo e competitivo, porém vulnerável, para o PT no Senado. A evolução desses números nas próximas pesquisas será decisiva para indicar se as diferenças se consolidam ou se há espaço para reviravoltas.

Avaliação do governo

A administração estadual Jerônimo Rodrigues recebe aprovação de 55,2% dos eleitores e reprovação de 41,5%. Na avaliação qualitativa, 39,9% consideram o governo ótimo ou bom, 24% regular e 34,4% ruim ou péssimo. Os números mostram leve melhora em relação a julho (quando a aprovação era de 52%).

A pesquisa também apresenta cruzamentos por gênero, faixa etária, escolaridade e participação em celebrações religiosas, que mostram variações pontuais, mas sem alterar o panorama geral da disputa.

A pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 60 municípios do Estado, entre 31 de julho e 2 de agosto de 2026, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram presenciais e domiciliares.

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