
O governo de Donald Trump decidiu revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida é uma resposta diplomática à recusa do governo brasileiro em conceder o agrément a Daniel Perez, embaixador americano indicado pela Casa Branca para Brasília, e ocorre logo após o impedimento à visita de dois funcionários do Departamento de Estado americano.
A informação foi antecipada pelo jornalista Paulo Figueiredo e confirmada por este site junto à diplomacia americana. Segundo um oficial sênior do Departamento de Estado, “o visto só será restaurado se a situação for resolvida”. Ou seja, se Perez for autorizado a entrar no país, assim como outros diplomatas.
Trata-se de uma decisão sem precedentes em mais de 200 anos de relações diplomáticas ininterruptas.
À não concessão do agrément a Peres se somam outras medidas consideradas hostis: Darren Beattie, conselheiro sênior para o Brasil, foi barrado em uma visita anterior, assim como o secretário-assistente Riley Barnes e o secretário-assistente adjunto Sam Samson, que tiveram os vistos negados numa visita de rotina.
A última vez que os Estados Unidos aplicaram esta medida contra um país do hemisfério foi em dezembro de 2010, contra a Venezuela de Hugo Chávez, justamente depois que Caracas se recusou a aceitar Larry Palmer como embaixador americano. Na ocasião, Washington cancelou o visto do embaixador venezuelano Bernardo Álvarez Herrera. Os dois países ficaram sem embaixadores por uma década, até a ruptura total das relações.



