
A advogada Brunay Seippel Subtil, 28 anos, é o principal alvo da Operação Chicana, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quarta-feira (5). Investigada por suspeita de participação em organização criminosa, falsidade ideológica e fraude processual, ela é apontada pelas autoridades como integrante de um esquema que teria utilizado documentos falsos e contratos simulados para ocultar patrimônio e beneficiar membros de uma facção com atuação no extremo sul do estado.
Nas redes sociais, Brunay se apresenta como advogada criminalista e utiliza o slogan “Luto pela liberdade!”. Em seu perfil, afirma atuar “da defesa estratégica do flagrante à execução penal”, além de informar que presta serviços em Eunápolis e em outras cidades do país. Segundo informações iniciais, a advogada também integrava a Comissão de Direito Criminal, Sistema Prisional e Segurança Pública da Subseção de Eunápolis da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).

Segundo as investigações, os documentos produzidos pelo grupo tinham o objetivo de conferir aparência de legalidade à ocultação de bens e à obtenção de vantagens ilícitas para integrantes de uma organização criminosa investigada por homicídios, tráfico de drogas e outros crimes violentos praticados na região de Itabela.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em Eunápolis, policiais recolheram aparelhos eletrônicos e diversos documentos que passarão por perícia. O material será analisado para aprofundar as investigações, identificar possíveis outros envolvidos e reunir novas provas sobre o esquema.
A Operação Chicana cumpriu cinco mandados expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Itabela. A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Itabela, com apoio de unidades especializadas do Departamento de Polícia do Interior (Depin).



