Abel volta a citar final da Liberta em nova rusga com o Fla

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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, no jogo contra o Fortaleza — Foto: Marcos Ribolli

Em uma semana em que Palmeiras e Flamengo criaram nova rusga causada de por decisões de arbitragem, o técnico Abel Ferreira mais uma vez citou o que considera ter sido um erro da arbitragem na final da Libertadores do ano passado, vencida pelos cariocas.

O treinador foi questionado sobre as recentes trocas de notas oficiais publicadas pelos clubes. O Palmeiras reclamou, nas redes sociais, da denúncia contra Maurício no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pela cotovelada em Cacá, do Vitória. O clube carioca, então, respondeu citando lances a favor dos paulistas.

Abel Ferreira voltou a falar sobre a final da Libertadores do ano passado. O treinador do Palmeiras reclama, desde a entrevista coletiva logo depois do vice para o Flamengo, da não expulsão de Erick Pulgar por uma entrada em Bruno Fuchs.

– Eu não tenho muito a falar sobre isso, lamento. O que aconteceu no ano passado, depois do jogo contra o São Paulo, os outros se juntaram. Esse que foi o problema, os que vieram de fora. Quero ganhar os jogos dentro das quatro linhas. Vocês conhecem o futebol brasileiro melhor do que eu, a história dos clubes.

– A final da Libertadores do ano passado é um asterisco que não vou apagar enquanto estiver aqui. Já até confrontei o árbitro, perguntei por que não viu o que todos viram. Vivemos num mundo de homens, sabemos que há defeitos e virtudes, eu mesmo tenho várias. Se quisermos ser todos direitinhos, vamos todos ao Vaticano.

– Somos todos humanos, vão acontecer erros e acertos. Não se deixem enganar por narrativas, estejam juntos, para não acontecer o que aconteceu no ano passado. As imagens são claras. Já foi dito várias vezes por todos os clubes, são beneficiados e prejudicados. A situação foi entre Palmeiras e Vitória, não com os outros – completou ele, logo depois da vitória sobre o Fortaleza, neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

No duelo contra a equipe cearense, o Palmeiras entrou em campo com uma formação com três zagueiros mesmo sem o capitão Gustavo Gómez – o volante Emiliano Martínez jogou improvisado no setor. Depois da vitória por 3 a 0, Abel Ferreira explicou suas escolhas.

O treinador afirmou por que optou por recuar Emiliano Martínez para manter a formação com três zagueiros mesmo jogando em casa.

– Vocês lembram no ano passado quando tivemos que virar um jogo de 3 a 0 contra? Joguei com três zagueiros. O que você pede do sistema? Qualquer um pode ser ofensivo e defensivo, temos que ter mente aberta. Quero agressividade ofensiva do time, Marlon chegando na área para fazer passes e arremates. Andreas idem. Para isso temos que ter uma equipe equilibrada.

– (…) Quando se joga um mata-mata, tens que pensar em tudo. O Emiliano nos ajuda defensiva e ofensivamente. Essa é a minha opção, mas nunca me perguntaram quando eu jogava com a linha de quatro, só com três zagueiros. Hoje faltou o Gomez, tive que puxar (o Emiliano), senão continuaria como estava. É um time mais ofensivo. O Murilo é bom no ataque, faz ultrapassagens, toca bem a bola – disse Abel.

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