
A empresa de tecnologia 3Structure It, investigada pela Polícia Federal em apuração que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mantém contratos que somam cerca de R$182 milhões com governos estaduais do Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.
Os dados constam de levantamentos baseados em portais oficiais de transparência e integram o conjunto de informações analisadas no inquérito que apura eventual tráfico de influência em favor da companhia.
A investigação ganhou um novo capítulo após a autorização para abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha.
A Polícia Federal busca esclarecer se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuou para facilitar a obtenção de contratos públicos pela empresa em órgãos da administração federal.
Até o momento, não há condenação relacionada ao caso, que segue em fase de investigação.
No âmbito estadual, o maior volume de contratos está concentrado no Rio de Janeiro.
Segundo os registros, a 3Structure It firmou aproximadamente 30 acordos entre o fim de 2022 e março de 2026, totalizando cerca de R$160,5 milhões.
Os contratos envolveram diferentes órgãos da administração fluminense, incluindo áreas de tecnologia, segurança pública, previdência e administração estadual.
No Paraná, a empresa celebrou quatro contratos que somam aproximadamente R$17,2 milhões, principalmente com a Secretaria da Fazenda e a Celepar.
Já em Minas Gerais, os acordos alcançam cerca de R$4,6 milhões, envolvendo a Defensoria Pública, a Fundação Hospitalar do Estado e a Secretaria de Estado de Governo.
Além dos contratos estaduais, a 3Structure It também possui acordos com a administração pública federal.
Os contratos firmados com órgãos da União totalizam aproximadamente R$81 milhões, sendo a maior parte assinada durante o atual governo, embora um deles tenha sido celebrado ainda em 2022 e posteriormente recebido aditivo contratual em 2026.
Os inquéritos conduzidos pela Polícia Federal também investigam outros episódios envolvendo Lulinha, incluindo suspeitas de atuação para obtenção de contratos públicos e relações com empresários ligados à empresa.
As apurações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal, sem decisão definitiva sobre as acusações.



