Três pessoas são presas em operação contra golpe de R$ 15 milhões em Salvador

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Foto: Divulgação | PCBA

Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (15), durante a Operação Sem Lastro, em Salvador. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA) para desarticular um grupo suspeito de criar e negociar títulos de crédito e recebíveis fraudulentos, incluindo duplicatas falsas.

De acordo com a PCBA, o valor dos títulos que circulavam ultrapassa os R$ 32 milhões, enquanto o prejuízo financeiro já confirmado ultrapassa os R$ 15 milhões.

Um casal foi localizado no bairro de Jardim Armação, enquanto a terceira prisão ocorreu no bairro Jardim das Margaridas, ambos os bairros em Salvador.

Durante a operação foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais.

Nas buscas foram apreendidos:

  • celulares;
  • tablets;
  • escrituras;
  • cadernos;
  • comprovantes bancários;
  • outros documentos que podem contribuir para as investigações.

Conforme as investigações da PC-BA, o grupo utilizava empresas ligadas ao ramo veterinário, com atividades de comercialização e armazenamento de ração e insumos para animais, visando dar uma aparência de regularidade às operações.

Grupo possuía uma divisão de tarefas definida

As três pessoas detidas exerciam funções diferentes e definidas dentro do esquema.

Homem preso no Jardim Armação (setores financeiro e comercial):

  • Responsável pela criação, falsificação e negociação de títulos fraudulentos.
  • Praticava o autopagamento, utilizando dinheiro de empresas ligadas ao grupo para quitar seus próprios títulos e simular capacidade financeira.
  • Mesmo após a descoberta de irregularidades, apresentou uma nova carteira de títulos fraudulentos de R$ 17 milhões.

Mulher presa no Jardim das Margaridas (setores financeiro e contábil):

  • Atuava na manipulação de balanços e informações financeiras das empresas envolvidas.
  • Tinha como objetivo conferir uma aparência de solidez econômica ao esquema.
  • Terceira investigada (área patrimonial e societária):

Médica-veterinária e esposa do principal investigado

  • Recebeu a transferência de 100% das cotas de uma empresa (avaliadas em R$ 1 milhão) no dia 24 de março de 2026, enquanto as investigações já ocorriam.
  • A operação foi atrelada a uma separação conjugal simulada, visto que postagens em redes sociais demonstraram a continuidade do relacionamento e da convivência do casal.

Fraudes provocam danos para comerciantes e investidores

De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Nélis, as fraudes impactaram principalmente comerciantes e investidores.

“O esquema atingiu comerciantes e investidores, além de diversas pessoas que tiveram seus nomes protestados indevidamente por títulos que não correspondiam a dívidas reais”, afirmou o delegado.

Além disso, Nélis continuou dizendo que os prejuízos gerados, principalmente sobre pequenos comerciantes, levaram alguns deles à falência.

Os três presos permanecem à disposição da Justiça. A Operação Sem Lastro é realizada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), e as investigações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos, acompanhar o fluxo dos recursos e identificar possíveis outros integrantes.

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