
A produção industrial brasileira recuou 0,8% em setembro, na comparação com agosto, e completou cinco meses consecutivos de queda. No período, o setor acumulou perda de 4,1%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgados hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com setembro de 2025, a retração foi de 2,5%. O resultado também levou a indústria a registrar queda de 1,4% no terceiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.
O recuo alcançou 17 dos 25 ramos industriais pesquisados. Apesar da sequência negativa, a produção ainda apresenta alta de 0,4% no acumulado de janeiro a setembro e de 0,2% em 12 meses.
Petróleo e alimentos pressionam produção
As maiores contribuições negativas em setembro vieram dos setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com queda de 4,2%, e de produtos alimentícios, que recuaram 1,7%.
Segundo o levantamento, as chuvas prejudicaram o processamento da cana-de-açúcar e reduziram a produção de açúcar e álcool.
Outros segmentos também apresentaram resultados negativos. A fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos caiu 3,1%. A produção de minerais não metálicos recuou 2,6%, enquanto máquinas e equipamentos registraram baixa de 2,1%.
O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias teve retração de 1,2%.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital lideraram as perdas, com queda mensal de 1,9%. A produção de bens de consumo semi e não duráveis recuou 1,2%, e a de bens intermediários caiu 0,7%. Os bens de consumo duráveis foram a exceção, com crescimento de 0,7%.
Indústria extrativa volta a crescer
Na contramão da indústria de transformação, a atividade extrativa avançou 1,7% em setembro. O resultado interrompeu quatro meses consecutivos de retração e foi influenciado pelo aumento da produção de petróleo bruto, gás natural e minério de ferro.
A fabricação de produtos químicos também cresceu 1,7%. Já a indústria do fumo registrou alta de 20,3%.
Apesar dos avanços pontuais, o nível geral da produção industrial permanece abaixo do recorde histórico. Em setembro, o indicador ficou 0,2% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da crise sanitária da covid-19, mas ainda estava 16,5% abaixo do registrado em maio de 2011.



