Policial civil é investigado por consultar sistemas de segurança pública indevidamente

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Mandados de busca e apreensão foram expedidos contra um policial civil • Foto: Divulgação/Polícia Federal

Um policial civil está sendo investigado por consultar indevidamente os sistemas de segurança pública. De acordo com as investigações, dados cadastrais, pessoais e funcionais de um membro do Poder Judiciário e de um familiar estavam sendo acessados pelo agente, sem qualquer justificativa profissional.

Operação Espionagem foi decretada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) nesta terça-feira (25), para cumprir dois mandados de busca e apreensão referentes ao caso, na cidade de Feira de Santana. A ação foi realizada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O que aconteceu

Investigações analisaram registros de auditoria dos sistemas de segurança pública, os quais revelaram acessos indevidos amplos e reiterados a dados cadastrais, pessoais e funcionais de um membro do Poder Judiciário e um familiar.

A autoria das consultas é de um policial civil, sem qualquer vínculo com procedimento investigativo ou justificativa funcional compatível para realizar tais atos. Os elementos apurados apontam para um possível monitoramento da rotina das vítimas, o que pode ser considerado crime de Administração Pública e violação de sigilo funcional.

Os dois mandados de busca e apreensão incluem buscas domiciliar e pessoal e foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana.

As investigações ainda estão em andamento para apurar o possível envolvimento de outras pessoas nos crimes.

A ação é realizada em conjunto com a Polícia Federal, a Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (Force) e a Polícia Civil da Bahia.

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