
A taxa média de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro permaneceu em 4,7% em junho, informou o Banco Central (BC) nesta manhã (30). O índice segue no maior patamar da série histórica revisada da autoridade monetária, iniciada em março de 2011.
O indicador considera operações com atraso superior a 90 dias, tanto de pessoas físicas quanto de empresas. Entre as pessoas físicas, a inadimplência ficou estável em 5,6% no mês, mantendo o maior nível da série histórica. Já no caso das empresas, de acordo com o BC, o índice permaneceu em 3,2%, o maior percentual desde novembro de 2017, quando alcançou 3,3%.
O resultado foi registrado 1 mês após o lançamento do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do governo Lula (PT) iniciado em maio. A iniciativa já renegociou mais de R$ 22 bilhões por meio de cerca de 3,6 milhões de acordos até o fim de junho. O saldo das dívidas, de acordo com o Ministério da Fazenda, caiu de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões.
O BC também informou nesta manhã que os indicadores de endividamento das famílias permaneceram elevados em maio, dado mais recente disponível para esse levantamento. A relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em 12 meses recuou de 49,9% em abril para 49,8% em maio.
Dados da Serasa Experian mostram que 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população. Segundo a empresa, 47% dos débitos, que totalizavam R$ 557,7 bilhões no período, estavam concentrados em instituições financeiras, principal alvo do Desenrola 2.0.



