Estrangeiros entram com R$ 10 bi na Bolsa após vitória de Flávio

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Investidores estrangeiros colocaram cerca de R$ 10 bilhões na Bolsa brasileira na segunda-feira (5), primeiro pregão após Flávio Bolsonaro (PL) vencer o 1º turno das eleições. A entrada de recursos acompanhou a alta de 7,7% do Ibovespa e a valorização do real.

A vitória do senador também alterou a avaliação de bancos estrangeiros sobre o futuro. J.P. Morgan e Morgan Stanley elevaram a recomendação para ações do país, enquanto o Citi ampliou sua exposição ao Brasil. As instituições avaliam que uma eventual mudança na política fiscal poderia reduzir o risco percebido e favorecer os investimentos.

Entre os fatores considerados pelos investidores está a perspectiva de maior controle das contas públicas sob um eventual governo de Flávio. Uma trajetória mais estável da dívida tende a reduzir a percepção de risco, com possível impacto sobre os juros de longo prazo e a precificação das empresas listadas na Bolsa.

As propostas associadas ao candidato também contribuíram para a reação dos mercados. Bancos estrangeiros destacam medidas de controle dos gastos e da dívida, além de privatizações e desregulamentação. Na avaliação apresentada, a implementação dessas iniciativas poderia diminuir a participação do Estado na economia e abrir espaço para investimentos privados.

A composição do Congresso também passou a integrar as projeções dos investidores, diante do impacto que a nova correlação de forças poderá ter sobre a aprovação de uma eventual agenda econômica a partir de 2027.

O Morgan Stanley estima potencial de entrada de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões de fundos dedicados a mercados emergentes e de outros US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões provenientes de investidores globais.

O fluxo de cerca de R$ 10 bilhões registrado na segunda superou todo o volume de recursos estrangeiros contabilizado em setembro. Com o resultado, o saldo positivo de capital externo na Bolsa em outubro chegou a R$ 12,61 bilhões.

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