
O deputado federal Adail Filho (MDB-AM) é um dos principais alvos da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta manhã (19) para investigar suspeitas de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao município de Coari (AM).
Filho do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, que foi afastado do cargo, o parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão no Amazonas. Não houve mandado contra ele em Brasília.
Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a operação cumpre 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari, além de medidas cautelares que incluem o afastamento de servidores.
A investigação começou após a apreensão de cerca de R$ 1,25 milhão em espécie, transportados por três empresários em um voo entre Manaus e Brasília/DF, em maio de 2025.
Segundo a PF, as apurações identificaram indícios de atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros. A suspeita é de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras destinadas ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação da origem e dos destinatários finais dos valores.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
A defesa de Adail Pinheiro e Adail Filho afirmou em nota que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão não representa formação de culpa ou reconhecimento da prática de crimes. Segundo os advogados, os investigados não têm relação com os fatos que deram origem ao inquérito instaurado pelo STF e já adotam medidas para esclarecer o caso.
Os dois também reafirmaram a confiança nas instituições e disseram esperar que os fatos sejam esclarecidos e a normalidade restabelecida o quanto antes.



