
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard (foto), afirmou nesta sexta-feira (13) que as recentes ações do governo brasileiro para conter a escalada do diesel, que englobam programa de subsídios e isenções de tributos federais, não restringem ou modificam a política de precificação da petroleira. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa convocada para detalhar o novo reajuste de R$ 0,38 por litro no combustível, anunciado pela estatal em meio à valorização do barril de petróleo no cenário global.
Segundo a executiva, a combinação entre a elevação de preços da companhia e a adesão ao modelo de subsídios oferecido pelo governo resulta em um incremento potencial de R$ 0,70 por litro na receita da empresa. Chambriard esclareceu que, na ausência dessa política pública, a Petrobras teria sido obrigada a aplicar um aumento direto de R$ 0,70 nas refinarias para se alinhar ao mercado.
No que tange ao bolso do cidadão, as projeções da estatal indicam que a variação do diesel puro para o consumidor deverá ser pequena, estimada em R$ 0,06 por litro (desconsiderando a mistura do biodiesel). A CEO reforçou que o movimento está em total harmonia com a estratégia vigente da Petrobras, cujo foco central é blindar o mercado interno das oscilações bruscas do cenário externo.
Apesar da manutenção da diretriz atual, Magda Chambriard ponderou que o monitoramento das cotações internacionais permanece constante, indicando que intervenções adicionais podem ocorrer conforme a necessidade. Ao encerrar sua fala, a executiva pontuou o papel social da companhia no contexto econômico:
“A Petrobras fez a sua parte com objetivo de mitigar impactos do aumento do preço do diesel para a sociedade”, destacou.



