
As casas de apostas on-line deixaram de operar no Brasil nesta terça-feira (6), conforme o cronograma estabelecido pela medida provisória editada pelo governo federal. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 1,325 bilhão ainda permanecia nas contas de aproximadamente 26,5 milhões de apostadores após o fim do prazo para retirada voluntária dos valores.
As plataformas tiveram até a segunda-feira (5) para permitir o resgate direto dos recursos. Agora, as empresas deverão informar aos bancos os valores remanescentes vinculados a cada CPF. A devolução será feita pelas instituições financeiras entre 9 e 14 de outubro, preferencialmente para a conta utilizada anteriormente pelo usuário.
Caso não seja possível concluir o pagamento por conta inativa ou inconsistências nos dados, os valores serão encaminhados para uma conta específica da Caixa Econômica Federal. O governo explicou que a quantidade de contas é superior ao número de apostadores porque uma mesma pessoa pode ter cadastro em diferentes plataformas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os maiores saldos estão concentrados em um grupo pequeno de usuários. Segundo ele, 1% dos apostadores concentra 80% do dinheiro que ainda não foi retirado. Cerca de 40 contas também estão sob investigação por apresentarem valores elevados e suspeita de lavagem de dinheiro.
Além da retirada das plataformas do ar, o governo informou ter solicitado o bloqueio de 13.241 sites ilegais. Também foram encaminhados pedidos para remover 3.552 páginas, perfis, canais, grupos e servidores de redes sociais, que, segundo o governo, alcançavam 17,2 milhões de usuários.



