Ao assumir comissão na Câmara, Erika Hilton diz que críticos podem ‘latir’

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Deputada Erika Hilton (PSOL – SP) (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu publicamente às críticas que recebeu após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. 

Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que não se preocupa com os ataques e afirmou que os opositores podem “espernear” e “latir”, destacando que agora ocupa o comando do colegiado. 

A eleição ocorreu na quarta-feira (11) e marcou a primeira vez que uma mulher trans assume a presidência da comissão. 

O resultado foi definido após dois turnos de votação: no primeiro, a deputada recebeu 10 votos favoráveis e 12 em branco, o que impediu a confirmação imediata. 

No segundo turno, ela foi eleita com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. 

A comissão havia sido destinada ao PSOL na divisão das presidências entre os partidos da Câmara, o que permitiu à legenda indicar o nome de Hilton para comandar o colegiado responsável por discutir políticas públicas voltadas às mulheres. 

A deputada substitui a parlamentar Célia Xakriabá na presidência da comissão. 

Durante a repercussão da eleição, parlamentares da oposição manifestaram críticas à escolha. 

Deputadas como Chris Tonietto (PL-RJ) e Clarissa Tércio (PP-PE) afirmaram que a presidência do colegiado deveria ser ocupada por uma mulher cisgênero, argumentando que a comissão deveria representar mulheres sob critérios biológicos. 

Nas redes sociais, Hilton afirmou que a eleição representa um marco pessoal e político e disse que sua chegada ao cargo simboliza uma reparação histórica para pessoas que enfrentaram discriminação. 

No mesmo texto, ela declarou que não se preocupa com as críticas e afirmou: “Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher”. 

Ao assumir o posto, a deputada também indicou algumas prioridades de sua gestão à frente do colegiado, como o acompanhamento da rede de proteção às mulheres, a fiscalização de programas públicos e o debate de políticas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero no país.

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