
Em nota publicada no X, a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio Bolsonaro e sua família cruzaram a fronteira do país apenas na noite de ontem, às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, e dali embarcaram num voo privado da Baires Fly SA rumo a Guayaquil, no Equador.
Segundo a autoridade migratória argentina, Flávio, sua mulher e as duas filhas entraram no país com documentação válida “sem nenhum impedimento legal”. Não há informações se a cidade equatoriana seria escala rumo aos EUA ou o destino final do grupo. Ontem, o canal argentino C5N noticiou que a família atravessou a fronteira numa van.

A nova informação sobre o paradeiro de Flávio contradiz postagens de aliados do senador e matérias da imprensa indicando que ele já estaria nos EUA, desde ontem à tarde. Alguns veículos de mídia chegaram a afirmar que o ex-candidato teria se reunido com o irmão Eduardo, na Flórida, e que daria uma coletiva hoje.
Também ontem circulou a versão de que a saída do presidenciável com sua mulher e filhas teria sido organizada por Marco Rubio, o secretário de Estado americano. Até agora, ninguém de seu entorno político soube informar com precisão o que está ocorrendo. Por ordem de Alexandre de Moraes, os passaportes de Flávio foram cancelados.
O ministro determinou inicialmente a retenção do documento, após pedido da Polícia Federal no âmbito do inquérito aberto para investigar o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro com bets. A PF de Andrei Rodrigues alegou risco de fuga, após manifestação vaga de Eduardo Bolsonaro.
A ausência de indícios concretos contra o senador e a cronologia da decisão de Moraes reforçam a tese de perseguição política pura e simples. O ministro determinou a suspensão do documento de viagem apenas 7 minutos após o TSE apontar a vitória matemática de Lula sobre Flávio, ainda no domingo.



