Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona e referência do forró, aos 72 anos

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Oswaldinho do Acordeon • Foto: Reprodução/Redes Sociais 

O sanfoneiro e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo (25), aos 72 anos. A notícia foi confirmada pela equipe do ártista por meio de um comunicado publicado em seu perfil no Instagram. Os detalhes sobre o local do velório, sepultamento e a causa da morte não foram informados pela família.

Com uma carreira iniciada ainda na infância, Oswaldinho dedicou cerca de 60 anos a música e ficou conhecido pelo domínio da sanfona e por transformar o forró tradicional, incluindo ao ritmo elementos como jazz, rock e blues.

Com a confirmação da morte, o cantor Chico César usou as redes sociais para se despedir: “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”. A cantora Elba Ramalho também prestou solidariedade aos familiares, enquanto o guitarrista Nelson Faria declarou que o país perdeu um de seus maiores músicos.

Batizado como Oswaldo de Almeida e Silva, o artista nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 5 de junho de 1954. Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, ele aprendeu a tocar sozinho ainda menino, acompanhando os passos do pai em casa.

A casa da família era ponto de encontro para referências da cultura brasileira. Por lá, o jovem músico conviveu com Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, apreendendo diferentes maneiras de tocar a sanfona.

A estreia em disco aconteceu cedo, aos nove anos, gravando uma faixa ao lado do pai. Já aos 12, lançou o primeiro compacto simples, formato antigo de vinil com apenas uma música de cada lado. A partir dos anos 1970, lançou uma sequência de álbuns autorais, como ‘Só Quero um Xodó’ (1974) e ‘Forró Pop’ (1977).

Na década seguinte, lançou ‘Forró in Concert’ (1981), projeto que abriu portas para apresentações em festivais na Europa. Mais tarde, reuniu-se com Dominguinhos e Sivuca no disco ‘Cada um Belisca um Pouco’ (2004) e explorou as raízes norte-americanas em trabalhos como ‘Asa Branca Blues’ (2002).

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