
O atacante Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) sua aposentadoria definitiva da seleção da Argentina.
Em comunicado publicado em suas redes sociais, o astro afirmou que essa é uma decisão que lhe “dói na alma”, mas ressaltou que é “o momento” certo de dizer adeus à Albiceleste.
“Falta pouco tempo e as fases da vida vão se encerrando, e esta é uma que me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na seleção. Dei tudo de mim, já não tenho mais nada a oferecer e, além disso, há jovens excelentes vindo atrás que merecem estar aqui”, escreveu.
“Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvi-los de dentro de campo. Agora serei apenas mais um de vocês, apoiando e incentivando sempre de fora (nos bons e nos maus momentos, ainda mais nos maus)”, completou.
Messi, que já havia se “aposentado” da seleção em 2016 antes de retornar em 2017, representou a Argentina na base e no profissional durante 22 anos, de 2004 a 2026.

Carta de Messi sobre a aposentadoria
“Depois desse tempo que passou desde a final, e de muito pensar, quero comunicar a todos que estou me aposentando da Seleção…
Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que chegou o momento. Juro que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas também antes disso. Sempre lutei e me entreguei totalmente por esta camisa, para lhes dar alegrias e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol.
O tempo passa, ciclos se encerram, e este é um que me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo o que tinha, não resta mais nada para oferecer e, além disso, vêm aí grandes jogadores que merecem estar aqui.
Obrigado por todo o carinho nestes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvi-los lá de dentro de campo. Agora serei apenas mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre aqui de fora (nos bons e nos maus momentos — e nestes últimos, ainda mais).
Obrigado à minha família por estar sempre presente, por me acompanhar nesta jornada tão linda, porém difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem convivi. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis.
Saio com a tranquilidade e o orgulho de ter proporcionado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhávamos. Foi uma loucura ter vivido isso com vocês. Amo vocês!
Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos, Argentina!
*Escrevi estas palavras em 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou ainda mais convencido disso.”
























