
A Terra poderá ser atingida por uma tempestade geomagnética nos próximos dias, após ejeções de massa coronal (CME, na sigla em inglês) deixarem o Sol em 25 de agosto. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a atividade geomagnética deve se estender até sábado (29).
O órgão mantém um alerta de nível G1, considerado menor, para esta quinta-feira (27), associado à influência de uma corrente de vento solar de alta velocidade. Para sexta (28) e sábado, porém, está em vigor um alerta G2, classificado como moderado. As informações foram divulgadas pelo SWPC na quarta-feira (26).

A tempestade é consequência de eventos registrados no Sol no dia 25, que lançaram material em direção ao espaço. Quando essas partículas chegam à região da Terra e interagem com o campo magnético do planeta, podem provocar perturbações geomagnéticas.
Entre os efeitos possíveis está o aparecimento de auroras em regiões onde o fenômeno normalmente não é observado. A intensidade da tempestade também pode provocar alterações em sistemas de energia, especialmente em áreas de altas latitudes, além de interferências em comunicações de rádio e aumento do arrasto sobre satélites em órbita baixa.
A possibilidade de auroras boreais também foi destacada pela CNN Brasil, que informou que o fenômeno pode ser observado em áreas mais ao sul do planeta durante o período de maior atividade geomagnética.
A escala utilizada pela NOAA vai de G1, para tempestades geomagnéticas menores, a G5, para eventos extremos. O nível G2 previsto para os dias 28 e 29 é considerado moderado e, em geral, pode produzir efeitos principalmente em sistemas tecnológicos e fenômenos luminosos nas regiões próximas aos polos.
As previsões podem ser atualizadas à medida que as partículas provenientes do Sol se aproximam da Terra.
Quais são os impactos na Terra?
Os efeitos previstos para os níveis G1 e G2 incluem:
Tecnologia: pequenas interferências em infraestruturas tecnológicas, como flutuações na rede elétrica, pequenas instabilidades em sinais de GPS e comunicações de rádio de alta frequência. Tais impactos costumam ser leves e gerenciáveis pelas operadoras.
Auroras boreais: o fenômeno deve proporcionar um show de luzes no céu noturno. A aurora boreal poderá ser vista em latitudes mais baixas do que o habitual, cobrindo estados do norte e do centro-norte dos EUA (da região de Nova York até Idaho).



