Braskem vai pedir recuperação extrajudicial por dívida de R$ 56 bi

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Foto: Braskem/Divulgação

Braskem anunciou há pouco (24) que vai pedir recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a R$ 56 bilhões. O Conselho de Administração aprovou a medida, que ainda depende da formalização e do protocolo dos documentos.

Com o pedido, a petroquímica, que é a maior da América Latina, deverá avançar nas negociações com os credores para definir as condições da reestruturação, incluindo prazos, formas de pagamento e eventuais períodos de carência.

A empresa afirmou que vinha avaliando alternativas para reduzir a exposição a eventuais medidas adotadas por credores enquanto buscava um acordo para reorganizar o passivo. Segundo a companhia, as negociações haviam ganhado intensidade e diferentes possibilidades estavam sob análise.

Parte relevante da dívida está concentrada em títulos emitidos no exterior e adquiridos por investidores. A companhia também enfrenta uma reestruturação da Braskem Idesa, sua operação no México, que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos por meio do Chapter 11.

O mecanismo permite que a empresa continue funcionando enquanto negocia suas dívidas sob supervisão judicial. No caso da Braskem Idesa, o plano prevê um aporte de US$ 476 milhões da Braskem para que a companhia brasileira mantenha o controle da subsidiária.

A Braskem foi criada em 2002 a partir da integração de ativos da antiga Odebrecht, hoje Novonor, e do Grupo Mariani. A empresa produz resinas como polietileno, polipropileno e PVC, além de insumos químicos como eteno e propeno. A companhia possui operações nos Estados Unidos, na Alemanha e no México e tem a Petrobras entre seus principais acionistas.

Em junho, a gestora IG4, por meio do fundo Shine, assumiu as ações que pertenciam à Novonor e passou a controlar a Braskem em conjunto com a Petrobras.

A recuperação extrajudicial permite à empresa negociar diretamente com os credores a reestruturação das dívidas, antes de levar o acordo à homologação da Justiça. O plano pode incluir novos prazos, períodos de carência e mudanças nas condições de pagamento. O objetivo é evitar a falência e manter as operações.

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