Oposição intensifica pressão sobre caso Lulinha

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Foto: Divulgação

oposição no Congresso Nacional intensificou a articulação para ampliar as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por tráfico de influência. Parlamentares querem ouvir o empresário, aprofundar as apurações e preservar provas reunidas pela Polícia Federal (PF).

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, busca apoio de deputados e senadores para instalar uma nova CPMI dedicada à investigação de Lulinha. Paralelamente, encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para ampliar as diligências e preservar elementos digitais relacionados ao caso.

A movimentação ocorre após uma tentativa anterior de incluir Lulinha entre os investigados pela CPMI do INSS. Em março, o relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) propôs o indiciamento do empresário. O parecer foi rejeitado pelo colegiado após articulação do governo Lula (PT).

A proposta de Viana pretende apurar se Lulinha intermediou interesses privados junto ao governo petista, especialmente em negociações envolvendo medicamentos à base de canabidiol. O requerimento também cita a lobista Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e empresas relacionadas ao caso.

Entre os pontos que devem ser investigados estão eventuais pagamentos ou promessas de vantagens pela intermediação, as autoridades e os órgãos públicos procurados e um possível uso de relações pessoais ou de acesso privilegiado à estrutura do governo.

A instalação da CPMI exige ao menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores, o equivalente a um terço dos integrantes de cada Casa. Com o número mínimo de apoios, caberá ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir sobre a instalação.

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