Lula causa rombo de R$ 92,98 bi nas contas públicas no 1º semestre

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As contas públicas registraram déficit primário de R$ 92,98 bilhões entre janeiro e junho de 2026, de acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do 3º bimestre, divulgado na quarta-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O resultado considera as receitas e despesas do governo Lula (PT) antes do pagamento dos juros da dívida. Quando incluídos os encargos financeiros, o déficit nominal alcançou R$ 624,1 bilhões no 1º semestre, evidenciando o impacto dos juros sobre as contas da União.

Publicado no Diário Oficial da União, o relatório é assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, e reúne dados dos orçamentos fiscal e da seguridade social. O documento é usado para acompanhar a execução das metas fiscais definidas pelo governo.

A União arrecadou R$ 2,94 trilhões nos seis primeiros meses de 2026, o equivalente a 46,41% da previsão atualizada para o ano. Desse total, R$ 1,61 trilhão veio de receitas correntes, como impostos e contribuições, enquanto as receitas de capital somaram R$ 404,4 bilhões, principalmente por meio de operações de crédito.

No período, o governo empenhou R$ 3,94 trilhões em despesas. Já as despesas liquidadas, etapa em que o governo reconhece que o serviço foi prestado ou o bem foi entregue, totalizaram R$ 2,07 trilhões.

A Previdência Social foi um dos principais fatores de pressão sobre as contas públicas. O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) acumulou déficit de R$ 235,4 bilhões entre janeiro e junho. As receitas previdenciárias somaram R$ 365,5 bilhões, enquanto as despesas liquidadas chegaram a R$ 600,9 bilhões.

O resultado negativo da seguridade social aumenta quando incluídos os regimes de servidores públicos e militares. O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores civis registrou déficit de R$ 32,9 bilhões, enquanto o sistema de proteção social dos militares teve saldo negativo de R$ 28,4 bilhões no semestre.

Na educação, o governo aplicou R$ 60,5 bilhões em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) no primeiro semestre. O valor corresponde a 84,56% do mínimo proporcional previsto pela Constituição, que determina aplicação de 18% da receita líquida de impostos. A complementação da União ao Fundeb somou R$ 26 bilhões.

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