Fifa abre investigação contra Argentina por faixa das Malvinas e agressões na final da Copa

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Jogadores da Argentina exibem bandeira “As Malvinas são argentinas” depois de vitória contra a Inglaterra — Foto: Thomas Coex/AFP

A Fifa abriu investigação para analisar a faixa exibida pela Argentina depois de eliminar a Inglaterra, por 2 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo 2026. A entidade também analisa punições para os argentinos que provocaram briga contra os espanhois depois da decisão, vencida por 1 a 0 pela Espanha.

A faixa dizia “As Malvinas são argentinas”. Antes do jogo, a Fifa emitiu determinação para que fossem proibidas entradas de torcedores com qualquer referência à Guerra da Malvinas, conflito ocorrido em 1982. Também foram vetadas mensagens provocativas no estádio de Atlanta.

A Fifa abriu as seguintes investigações:

  • Artigo 13, parágrafo 2: usar um evento esportivo para manifestações de natureza não esportiva
  • Artigo 14, parágrafo 5: má conduta da equipe
  • Artigo 15: discriminação e abuso racista
  • Artigo 17: ordem e segurança em partidas

A Fifa também avalia punições para dois jogadores argentinos que provocaram briga depois da decisão contra a Espanha, em que a Argentina perdeu por 1 a 0. São eles: o lateral Molina, o volante Paredes e o auxiliar Ayala, que agrediu o espanhol Dani Olmo.

O argentino Molina também é investigado por conduta antidesportiva, assim como seu colega de seleção, o meia Almada, e o meio-campista espanhol Gavi.

A Guerra das Malvinas

O conflito dos anos 1980 foi motivado pela disputa de soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas – ou Falkland para os ingleses -, que era controlada pelo Reino Unido desde 1833, mas reivindicada pela Argentina. Foram 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis da ilha.

Torcida da Argentina com faixa sobre as Malvinas — Foto: REUTERS/Paul Childs

A Guerra das Malvinas durou 74 dias, entre 2 de abril de 14 de junho de 1982. O controle das Malvinas segue com os britânicos.

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