O que são FIIs, aposta do BRB para cobrir o rombo do Master

Facebook
WhatsApp
Email
Foto: Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

Após o rombo provocado pelos negócios com o Banco Master, o BRB corre para evitar um “cartão amarelo” do Banco Central (BC). Após reveses na Justiça, o BRB planeja, agora, lançar um fundo de investimento imobiliário (FII) com nove imóveis do Governo do Distrito Federal (GDF) para tapar o buraco — pelo menos temporariamente.

Entenda os fundos de investimento imobiliário (FII)
  • Conhecidos no mercado apenas pela sigla (FII), os fundos de investimento imobiliário são populares entre investidores.
  • Na prática, funcionam como um grande condomínio que divide lucros — e possíveis prejuízos, dependendo da política estabelecida pelo fundo — de investimentos em empreendimentos imobiliários.
  • Ou seja, o administrador do FII capta dinheiro dos investidores, aplica a quantia em empreendimentos imobiliários e repassa os lucros.
  • Entre os principais atrativos dos FIIs estão os pagamentos mensais e a isenção de imposto de renda para pessoas físicas.

Para o BRB, significa dinheiro entrando no caixa. O que poderia possibilitar que o BRB escapasse de possíveis sanções do BC por conta do desequilíbrio nas contas.

Mas a situação é mais complicada do que parece. Na última segunda-feira (16), decisão da Justiça impediu o uso de imóveis do GDF em operações para tentar salvar o BRB. O plano inicial era utilizar os bens como garantia de empréstimos. O GDF e o BRB recorreram da decisão.

Os endereços que o GDF pretende utilizar incluem o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad). O elefante branco erguido em Taguatinga custou mais de R$ 1 bilhão e permanece fechado desde que foi inaugurado, em 2014.

Leia também