BC decreta liquidação extrajudicial de última unidade do Banco Master

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Fachada da sede do Banco Master (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Banco Central (BC) oficializou, nesta terça-feira (17), o encerramento definitivo das operações do Banco Master Múltiplo S.A. A autoridade monetária determinou a liquidação extrajudicial da instituição após concluir que não havia viabilidade técnica para sustentar o plano de recuperação da marca. Com este movimento, o órgão regulador garante a manutenção do bloqueio sobre todo o patrimônio dos ex-gestores e proprietários da organização, que representava a última parcela do conglomerado ainda sob intervenção do Estado.

A medida foi anunciada na véspera do encerramento do Regime de Administração Especial Temporário (Raet), que teve início em novembro de 2025. O comando do BC baseou o fechamento em um parecer técnico entregue na última semana, o qual indicou que a existência da unidade múltipla perdeu o propósito técnico após o governo liquidar a Will Financeira, em janeiro, e o Will Bank, em fevereiro. Inicialmente, o grupo tentou manter essa estrutura específica para viabilizar a venda de sua operação digital, mas a estratégia não obteve sucesso.

Para conduzir o processo, foi nomeado como liquidante Eduardo Félix Bianchini, sócio da EFB Regimes Especiais de Empresas e ex-servidor do Banco Central. Bianchini, que já lidera o desmonte de outras companhias vinculadas ao grupo Master, passará a centralizar o inventário, a auditoria de passivos e a gestão dos ativos remanescentes da holding.

Paralelamente, o BC reforçou que continuam abertas as apurações internas para esmiuçar o comportamento dos executivos e identificar possíveis ilícitos ou negligências graves na gestão do negócio.

O fim das atividades do Banco Master Múltiplo encerra um período de 120 dias marcado por incertezas sobre o papel da marca no sistema financeiro nacional. Ao longo da gestão especial, o interventor buscou alternativas de mercado, mas nenhuma solução se provou viável. Agora, o caso entra em uma etapa de responsabilização e punição conforme as normas legais.

O Judiciário manterá a restrição aos recursos financeiros dos investigados até que o levantamento completo dos prejuízos causados aos credores seja finalizado.

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