Jorginho é reconhecido por liderança e exemplo no Fla

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Jorginho com a braçadeira de capitão do Flamengo contra o Botafogo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo

No clássico contra o Botafogo, no sábado, Jorginho ganhou a chance de usar a braçadeira de capitão pela primeira vez desde que foi contratado pelo Flamengo, em junho de 2025. O movimento é uma forma de reconhecimento ao jogador que ajudou a transformar o ambiente no Ninho do Urubu nos últimos meses.

Isso não quer dizer que o jogador furou a fila, apesar do prestígio que tem no clube. Desde a saída de Gerson, em julho do ano passado, Arrascaeta assumiu a faixa, que costuma ser dividida com Bruno Henrique, Alex Sandro e Léo Pereira. Na ausência do camisa 10, que foi reserva, o zagueiro foi o capitão e repassou a braçadeira a Jorginho quando foi substituído, aos 19 minutos do segundo tempo.

No ano passado, o clube investiu na contratação de jogadores com vivências na Europa visando também influenciar em uma mudança de comportamento do elenco. Danilo, que chegou ao Flamengo em fevereiro de 2025, marcou o início desta estratégia. O zagueiro se apresentou publicamente como um líder, posição que também exerce no dia a dia. Ele tem ajudado Leonardo Jardim no processo de adaptação, fazendo a ponte entre jogadores e treinador.

Diferentemente de Danilo, Jorginho não tem tantas aparições públicas. O meia não foge de entrevistas e se posiciona quando necessário, mas tem uma ação mais voltada para o interior, sendo considerado também um líder e um exemplo para os colegas.

— Eu chego de uma maneira tranquila, só querendo o bem de todo mundo. Acredito que eles tenham entendido isso rapidamente também. Eu queria apenas o bem do Flamengo. Eu consegui me adaptar rápido pelas informações que tive sobre como eu iria jogar. Consegui entender rapidamente o que o treinador queria, consegui entender as características dos meus companheiros, o que cada um poderia aproveitar melhor. Depois disso, com conversas, tive a oportunidade também de passar tempo no hotel, isso ajudou muito na chegada e na adaptação. Dia a dia você acaba conquistando essa confiança, que é muito importante — disse Jorginho em novembro de 2025.

Jorginho é sempre um dos primeiros jogadores a chegar ao Ninho do Urubu e um dos últimos a ir embora. Mesmo em dias de folga do elenco, o meia já foi visto no CT do Flamengo fazendo atividades. Ele ajuda o clube na missão de criar uma cultura de maior comprometimento.

O meio-campista se adaptou rapidamente ao Rio de Janeiro e, além do comportamento, ajudou a elevar o nível do futebol do Flamengo. Conquistou vaga no time titular e é um dos jogadores mais regulares. O entendimento sobre o jogo é algo que impressiona internamente. Neste caso, Jorginho também é peça-chave no processo de assimilação das ideias do novo técnico.

O jogador de 34 anos costuma conversar muito com os mais jovens no dia a dia e é influência positiva para o desenvolvimento de Evertton Araújo, por exemplo. O volante evoluiu e começou 2026 com mais espaço no Flamengo. Jorginho não é importante apenas para os garotos.

Ele teve papel fundamental no acolhimento a Pedro nas polêmicas envolvendo o camisa 9 em 2025. Abraçou e aconselhou o centroavante, que virou a chave dentro do Flamengo.

Jorginho virou cobrador oficial de pênaltis do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

No campo, além de organizar o meio-campo e orientar os colegas, Jorginho assumiu outra função desde que chegou ao clube, a de cobrador de pênaltis. Em 38 jogos pelo Flamengo, o meia deu três assistências e marcou seis gols, todos de pênalti. Não perdeu nenhuma cobrança e converteu em jogos grandes, como na eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes para o Bayern de Munique (Alemanha) e na final da Copa Intercontinental contra o PSG (França).


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