Novas vítimas denunciam abusos após caso de estupro coletivo no Rio

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Foto: Reprodução | Redes sociais

A denúncia de uma adolescente de 17 anos sobre um estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, motivou o surgimento de denúncias de novas vítimas. O caso, ocorrido em 31 de janeiro, aponta para um padrão de violência praticado por um grupo de jovens vinculados ao Colégio Pedro II.

Segundo informações do Fantástico, o acesso aos depoimentos e documentos da investigação revela que, após a divulgação do crime, outras mulheres procuraram a polícia para relatar abusos semelhantes cometidos pelos mesmos suspeitos.

Uma mãe afirmou que sua filha, então com 14 anos, foi violentada por dois dos acusados e um terceiro indivíduo há três anos. Outra jovem, hoje maior de idade, relatou ter sido forçada a praticar atos sexuais por um dos presos durante uma festa, afirmando que o trauma só foi processado ao ver as notícias recentes.

Relembre o crime

A investigação detalha que a vítima de 17 anos foi atraída ao imóvel por um colega de escola, também menor de idade. Imagens de câmeras de segurança registram o grupo entrando no prédio e, posteriormente, saindo do elevador celebrando após o ato.

Segundo o depoimento, a adolescente foi imobilizada em um quarto por cinco indivíduos, que se revezaram em agressões físicas e sexuais por cerca de uma hora. O delegado Angelo Lages confirmou que as lesões atestadas pelo IML são compatíveis com o relato da vítima.

Atualmente, os quatro maiores de idade envolvidos estão presos no sistema penitenciário e o menor de 17 anos foi encaminhado ao Degase. O Colégio Pedro II abriu processo disciplinar que pode resultar na expulsão dos alunos. As defesas dos cinco acusados negam o crime e afirmam que provarão a inocência durante o processo.

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